Por Rosiene Carvalho, da Redação

 

A aplicação de R$ 85 milhões em 70 mil itens de implementos agrícolas para o interior, monitorada por adversários e pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), foi abrigada em escudo criado pelo governador cassado José Melo, em 2015: o programa Terra Produtiva.

Para evitar ser enquadrado no risco de cassação, caso se confirme como candidato a governador e se eleja, as ações foram apresentadas dentro do programa que Melo criou e fez previsão orçamentária para aplicação até 2019, segundo informações da Sepror e do Idam.

Esta é uma exigência da legislação eleitoral.

Nos discursos de Amazonino e do secretário da Sepror, José Aparecido, no evento do programa, na manhã desta quarta-feira, dia 4, no estacionamento do Centro de Convenções Vasco Vasques, o cuidado em deixar claro os questionamentos do MPE foi o mote das palavras.

“Estou executando um projeto do governo passado, que não saiu do papel. Embora tenha sido consignado no orçamento o recurso. Estou fazendo aqui o que eu vim fazer. Vim arrumar a casa”, declarou Amazonino Mendes.

Amazonino ainda reforçou o discurso de que a ação não tem conotação eleitoral exigindo que os prefeitos façam a distribuição em seus municípios de forma justa e sem viés político.

“Destinem esses produtos de forma justa e técnica. Zero de conotação política. Se agirmos de forma correta, vamos colher os frutos da atitude correta e legal. E vamos dar exemplo para que governos futuros não abandonem quem mais precisa”, orientou.

Amazonino disse ainda que o governo dele não compra votos nem políticos, apenas trabalha e produz. Depois das justificativas, ele pediu para que os prefeitos levem uma mensagem aos seus municípios: “O negão voltou”, disse.

 

“Colhendo louros”

O secretário da Sepror, José Aparecido, tirou uma “cascona” da certificação que o Amazonas recebeu de estado livre de aftosa com vacinação.

A certificação foi anunciada no governo interino de David Almeida (PSB), que teve a mesma reação, e foi entregue no governo tampão de Amazonino.

Os discursos dos dois pré-candidatos e de seus aliados ignoram a complexidade e o tempo necessário para conseguir esse tipo de certificação de reconhecimento internacional e que o Estado ainda carece da certificação de livre de aftosa sem vacinação.

As ações dos técnicos do Idam e da Sepror envolveram ps governos Braga, Omar e José Melo.

 

Foto: BNC AMAZONAS