Enquanto o prefeito curte férias em São Paulo, professores passam dificuldades sem receber salários e outros direitos, vivem a incerteza do que vai acontecer no setor de educação e tomam as ruas do município em manifestação de protesto.

Nesta terça, servidores da educação e de outros salários foram às portas do prefeito Francisco Gomes (DEM), que atende também quando chamado de Chico Doido, se queixar pelo não pagamento do salário de dezembro.

Professores de contrato temporário são os que vivem o momento mais crítico. Sem salário e sem saber de seu futuro. Até este momento não foram chamados para renovar contrato.

São mais de 300 profissionais nessa situação, somados também a parte dos professores efetivos que ficaram sem o salário de dezembro, férias e outros direitos não respeitados por Chico Doido.

 

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Educação nas mãos de gestor condenado

A pressão contra o prefeito vai aumentar, prometem os servidores da educação. É que ele deixou o município neste início de ano com o mesmo cenário a que relegou Iranduba em 2018.

No seu retorno das férias, Chico Doido vai ter de dar explicações convincentes sobre o destino dos recursos do Fundeb (fundo da educação) que não chegou aos professores.

Para entornar ainda mais o caldo contra sua gestão, o prefeito tomou uma medida que aumentou a pressão contra si. No último dia 4 nomeou para comandar o setor de educação Amilton Gadelha (foto).

Chico Doido, que enfrenta um processo de investigação na câmara de vereadores que pode levar à perda de seu mandato, fechou os olhos ao contratar para o setor que é o mais criticado de Iranduba um homem condenado por mau uso de recursos públicos.

 

 

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Foto: Divulgação