COP-30: Governo Lula demarca terra indígena de isolados no Amazonas
São 2,182 milhões de hectares localizados nos municípios de Faro e Oriximiná, no Pará; e Nhamundá, no Amazonas
Iram Alfaia, do BNC Amazonas em Brasília
Publicado em: 18/11/2025 às 14:30 | Atualizado em: 18/11/2025 às 14:30
A pressão dos povos indígenas na COP-30, em Belém, deu resultado. O governo do presidente Lula da Silva publicou nesta terça-feira (18 de novembro) portaria declarando homologada a terra indígena Kaxuyana-Tunayana como território de povos isolados no Pará e Amazonas.
São 2,182 milhões de hectares localizados nos municípios de Faro e Oriximiná, no Pará; e Nhamundá, no Amazonas.
Na área, vivem mais de 16 povos em 40 aldeias na terra Kaxuyana-Tunayana, cujo processo de demarcação se prolongava há mais de dez anos.
A terra indígena Kaxuyana-Tunayana foi homologada como território de povos isolados kaxuyana, tunayana, kahyana, katuena, mawayana, tikiyana, xereu-hixkaryana e xere-katuena.
O processo de demarcação começou em abril de 2024, quando foi firmado um acordo de cooperação técnica entre a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Instituto de Pesquisa e Formação Indígena (Iepé).
Outras homologações foram das terras Manoki, Uirapuru e Estação Parecis, localizadas no estado de Mato Grosso. Com isso, chega a 20 o número de territórios homologados desde 2023.
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Mura
Também foi publicada nesta terça-feira a portaria pela qual o governo deu posse permanente ao povo mura à terra indígena Vista Alegre, localizada nos municípios de Careiro e Manaquiri, no Amazonas.
A terra Vista Alegre possui superfície aproximada de 13.206 ha e perímetro também aproximado de 75 km².
A Funai promoverá a demarcação administrativa da dessa terra indígena para posterior homologação pelo presidente Lula.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública publicou mais nove portarias declaratórias que reconheceram a demarcação de terras indígenas.
São elas:
- Tupinambá de Olivença (BA – Tupinambá);
- Comexatibá (BA – Pataxó);
- Ypoí Triunfo (MS – Guarani);
- Sawré Ba’pim (PA – Munduruku);
- Pankará da Serra do Arapuá (PE – Pankará);
- Sambaqui (PR – Guarani);
- Ka’aguy Hovy (SP – Guarani);
- Pakurity (SP – Guarani); e
- Ka’aguy Mirim (SP – Guarani).
Foto: Luis Ushirobira/InfoAmazonia
