Lula afirma soberania e presidente dos deputados ouve das ruas: “Sem anistia”

No 7 de Setembro, público cobra “sem anistia” e Lula reforça soberania.

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 07/09/2025 às 11:58 | Atualizado em: 07/09/2025 às 11:59

O desfile cívico-militar do 7 de setembro, realizado em Brasília, transformou-se em um ato político de afirmação da soberania nacional e de recado contra o projeto de anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de Janeiro.

No palanque presidencial, Lula da Silva esteve ladeado por ministros de partidos do centrão, inclusive de legendas que haviam anunciado a saída da base aliada, como PP e União Brasil, e pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), que ouviu do público o coro repetido de “sem anistia”.

O recado das ruas aos deputados

O coro de “sem anistia” dirigido a Hugo Motta coloca pressão direta sobre a Câmara no momento em que a tramitação do projeto de anistia é estratégica para a base bolsonarista.

Embora o presidente da casa costume evitar se comprometer publicamente, o episódio expôs que o tema já extrapolou o campo político e ganhou contornos de mobilização social.

Clamor contra a anistia

A presença de Hugo Motta no palanque teve peso simbólico, já que o projeto de anistia tramita na Câmara sob forte pressão de setores da direita.

Os gritos de “sem anistia” ecoaram durante o evento, transformando-se em um recado direto aos deputados contra uma proposta considerada inconstitucional por juristas e especialistas.

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Presenças estratégicas no palanque

Entre os presentes estavam André Fufuca (PP, Esporte) e Celso Sabino (União Brasil, Turismo), ambos sob pressão para deixar o governo após o rompimento formal das siglas com Lula.

Também marcaram presença Frederico de Siqueira Filho (Comunicações) e Waldez Góes (Desenvolvimento Regional), ligados ao União Brasil.

A composição enviou um sinal de que, apesar da crise, ainda existe um canal político com lideranças do centrão.

Ausência do STF em semana tensa

Chamou atenção a ausência dos ministros do Supremo Tribunal Federal, em um momento em que a corte julga o núcleo político do golpe de 8 de Janeiro, incluindo Bolsonaro, podendo impor condenações que terão forte impacto político.

O gesto reforçou a distância institucional em um contexto de alta tensão entre os poderes.

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Reafirmação da soberania

Em seu discurso, Lula destacou a importância da soberania nacional diante de ameaças externas e internas, relacionando defesa da democracia e desenvolvimento econômico.

 O presidente buscou associar o 7 de setembro à resistência contra retrocessos democráticos e à necessidade de proteger a integridade territorial e institucional do país.

“A soberania não se entrega, se defende. E democracia se constrói todos os dias, com participação popular”.

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil