Deputada reforça proteção da mulher após assédio no BBB 26

Mayra Dias defende cumprimento rigoroso de leis contra violência feminina após caso de assédio no BBB.

Publicado em: 19/01/2026 às 18:04 | Atualizado em: 19/01/2026 às 18:04

O episódio de assédio registrado no reality show Big Brother Brasil 26 (BBB 26) repercutiu na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM). A deputada estadual Mayra Dias (Avante) utilizou o caso para reforçar a necessidade de enfrentamento permanente à violência de gênero e destacar o papel das leis de proteção vigentes no estado.

O fato ocorreu na despensa da casa, onde o participante Pedro tentou beijar a advogada Jordana sem consentimento.

Após a repercussão do ato em rede nacional, o participante acionou o botão de desistência e confessou a tentativa de assédio no confessionário, o que levou a parlamentar a alertar sobre a gravidade da conduta.

Assédio como porta de entrada para a violência

Para a deputada, a exposição do caso diante de milhões de telespectadores evidencia uma realidade enfrentada diariamente por mulheres fora das câmeras.

“A violência contra a mulher não surge de forma extrema. Ela começa com atitudes como o assédio, a importunação e o desrespeito aos limites, muitas vezes naturalizados. Por isso, é fundamental agir desde os primeiros sinais”, ressaltou Mayra Dias.

A parlamentar defende que a agressão física é frequentemente antecedida por esse tipo de comportamento abusivo, tornando o cumprimento rigoroso das normas de proteção essencial para interromper ciclos de violência.

Legislação estadual em foco

Mayra Dias destacou que o Amazonas possui ferramentas legais específicas para prevenir e responsabilizar agressores, muitas delas de sua autoria. Entre as normas citadas pela deputada estão:

Lei nº 6.358/2023: Estabelece medidas de enfrentamento e empoderamento para vítimas de violência doméstica.

Lei nº 6.502/2023: Garante prioridade na investigação de crimes cometidos contra mulheres.

Lei Ordinária nº 7.123/2024: Obriga condomínios e conjuntos habitacionais a comunicarem casos de violência doméstica ou crimes contra a liberdade sexual à Delegacia da Mulher.

“As leis existem para proteger, mas precisam ser aplicadas com rigor para garantir segurança e justiça às mulheres”, concluiu a parlamentar.

Foto: Tadeu Rocha/divulgação