Do Amazonas, só Plínio Valério disse sim a Bolsonaro e seus golpistas

Outros membros da bancada amazonense votaram contra, se abstiveram ou não participaram da sessão

Publicado em: 17/12/2025 às 22:23 | Atualizado em: 17/12/2025 às 22:34

Na votação do Senado desta quarta-feira (17) que aprovou o projeto da dosimetria, apenas o senador Plínio Valério (PSDB-AM) apoiou a proposta entre os representantes do Amazonas. O parlamentar é alinhado a Jair Bolsonaro e, portanto, defende a medida que favorece outros condenados por tentativa de golpe.

Na mesma votação, outros senadores da bancada amazonense votaram contra, se abstiveram ou não participaram da sessão.

O projeto reduz as penas de condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, incluindo Bolsonaro.

A proposta foi aprovada por 48 votos a favor, 25 contra e uma abstenção, e segue agora para sanção do presidente Lula (PT), que já sinalizou veto ao texto.

A matéria contou com apoio integral das bancadas do PL, União Brasil, Republicanos, PSB, PSDB e Novo.

O PT e o PDT votaram integralmente contra, enquanto PSD, MDB, PP e Podemos registraram divisão interna. Cinco senadores estiveram ausentes e um parlamentar está de licença médica.

Mais cedo, o projeto havia sido aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) por 17 votos a 7. O texto já havia passado pela Câmara dos Deputados no último dia 8.

O PL cria regras para acelerar a progressão de regime em crimes contra o Estado Democrático de Direito, reduz em até dois terços as penas de condenados considerados “vândalos comuns” e estabelece que o crime de tentativa de golpe seja absorvido pelo de tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito quando houver condenação simultânea.

Pelas regras atuais, Bolsonaro só poderia pedir progressão de regime após cerca de sete anos em regime fechado, com previsão para 2033.

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Foto: BNC Amazonas