No pior cenário da guerra, governo estima arrecadação de R$ 96,6 bilhões com petróleo

Conflito no Irã pode elevar preço do barril a US$ 100 e pressionar inflação acima de 4% em 2026, aponta Ministério da Fazenda

Produção de petróleo e gás do país é recorde, diz ANP

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 14/03/2026 às 11:03 | Atualizado em: 14/03/2026 às 11:03

O governo projeta que o conflito no Irã pode gerar uma arrecadação de R$ 96,6 bilhões em royalties e tributos sobre o petróleo, caso o pior cenário se concretize. A estimativa foi divulgada nesta sexta-feira (13) pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda.

A instabilidade decorre da intensificação do conflito no Oriente Médio, após ataques coordenados de Estados Unidos e Israel contra o Irã, que resultaram na morte do líder supremo Ali Khamenei.

A situação afeta o Estreito de Ormuz, por onde circula cerca de um quarto do petróleo mundial.

O estudo traça três possibilidades para o próximo ano:

– Choque temporário: barril a US$ 73,1

– Choque persistente: barril a US$ 82

– Cenário disruptivo: barril a US$ 100

No cenário “disruptivo”, o preço do barril poderia atingir US$ 100, pressionando a inflação para acima de 4% em 2026. Apesar do impacto no custo de vida, a alta beneficiaria a arrecadação federal sobre lucros e royalties das empresas do setor.

“O choque nos preços do petróleo eleva a arrecadação de royalties e participações especiais pagas pelas empresas exploradoras”, destacou o ministério.

Leia mais

Petróleo dispara quase 30% na semana com crise no Oriente Médio

Economia brasileira mantém crescimento, mas alerta para riscos

Apesar do risco internacional, o Ministério da Fazenda projeta crescimento do PIB em 2,3% e destaca a resiliência da economia, que deve manter o superávit fiscal.

Ainda assim, a pasta alerta que, em cenários extremos, a incerteza global pode prejudicar o comércio mundial e gerar estagflação, combinando inflação alta e baixo crescimento.

O relatório reforça a necessidade de monitoramento contínuo do mercado internacional de energia e de políticas públicas que protejam a economia brasileira de choques externos.

Saiba mais em g1.

Foto: divulgação