PL, PT, MDB e PSD: quem corre mais risco de perder senador na eleição?
Entenda quais legendas enfrentam alto risco de redução de suas bancadas em 2026.
Publicado em: 25/01/2026 às 13:42 | Atualizado em: 25/01/2026 às 13:46
As eleições de 2026 para o Senado apresentam um cenário de alto risco para as principais legendas do país, com destaque para o PSD e o MDB, que terão que defender quase a totalidade de suas bancadas, e o PT, que coloca em jogo dois terços de suas cadeiras. Em contrapartida, o PL entra na disputa em posição de vantagem, possuindo o maior número de senadores com mandato garantido até 2030, o que aumenta a pressão sobre a base governista e o Judiciário.
A renovação de 54 das 81 cadeiras é tratada como prioridade máxima por governo e oposição.
O PSD enfrenta o maior desafio numérico, com 11 de suas 14 vagas em disputa.
O MDB corre risco semelhante, com 9 de seus dez senadores encerrando o mandato.
O PT tenta renovar seis de suas 9nove cadeiras para manter a governabilidade de Lula.
Alguns partidos vão para a eleição com todos os seus senadores em fim de mandato. Nesses casos, o desafio será manter representação na Casa.
Estão nessa situação o Podemos (4 senadores), o PSDB (três) e o Novo (um).
O controle do Senado a partir de 2027 é estratégico devido ao poder da Casa em aprovar indicações de autoridades e julgar crimes de responsabilidade.
Estão previstas novas indicações para o STF e o BC, além da análise de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo — tema central na pauta bolsonarista.
Cientistas políticos alertam que, se a oposição dominar a Casa, o Senado deixará de ser o “poder moderador” que equilibra as pautas da Câmara, criando um clima de hostilidade contra o STF e dificultando a gestão do Executivo.
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A disputa já movimenta nomes de peso: ministros como Simone Tebet e Rui Costa devem se desincompatibilizar para concorrer, enquanto a oposição aposta em figuras como Michelle e Carlos Bolsonaro para fortalecer seu projeto de poder.
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Foto: Jonas Pereira/Agência Senado
