Nos bastidores da comissão de transição do governo eleito de Wilson Lima (PSC) circula o nome do tenente-coronel PM Vinícius Almeida como o futuro gestor da Secretaria-Excutiva de Administração Penitenciária (Seap), a que gere o sistema prisional do estado.

Ele, que é o atual comandante de policiamento da área norte de Manaus, o CPA Norte, pode herdar o cargo que é considerado por muitos um “barril de pólvora”.

Neste momento, a Seap, que integra o sistema de segurança pública do Amazonas, enfrenta pressão e muito trabalho no setor prisional com seguidas tentativas de presos de fuga em massa. Vários túneis foram descobertos nos últimos meses. Em tudo que é revista nos presídios, enormes quantidades de armas, celulares e outros objetos são encontrados.

Foi com uma arma branca artesanal, feita com barra de ferro, que presos assassinaram neste sábado, dia 1º, um agente penitenciário no Compaj (Complexo Penitenciário Anísio Jobim).

O oficial da PM pode assumir um sistema prisional sob clima de temor que se repita no final do ano a tragédia do réveillon de 2017. Nesse episódio, disputa de facções que dominam os presídios deixaram um saldo de cerca de seis dezenas de presos mortos, no que ficou conhecido como Massacre do Compaj.

Hoje o cargo que o tenente-coronel exerce também exige muita competência. Com a vizinha zona leste, a região norte de Manaus faz as duas se tornarem as mais populosas e mais violentas.

Vinícius Almeida coordena o programa Escola Segura e Cidadã, criado pela PM para levar cidadania às escolas públicas da zona norte, mas que já está se espalhando para outras regiões. Hoje são 169 escolas inseridas no programa.

 

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Luiz x Luiz pela educação

O governador eleito também já teria se decidido pelos nomes para setores estratégicos para o sucesso de sua gestão.

Na Secretaria de Educação (Seduc), Luiz Fabian teria sido o preferido por ter apresentado mais qualidade e afinidade com o cargo que o “adversário” Luiz Castro (Rede).

Esses atributos teriam sido percebidos em sabatinas dos dois nas comissões de transição.

Castro estaria exercendo pressão sobre Wilson para assumir a Seduc, em uma cobrança da fatura por ter emprestado prestígio político na eleição. Como candidato ao Senado, o atual deputado estadual por pouco não se elegeu.

Além disso, pesa a favor de Castro ter sido apoiador de primeira hora da candidatura de Wilson.

 

Segurança do amazonense

Hoje comandando a transição de governo na área de segurança, o general da reserva do Exército Franklimberg Freitas já teria sido definido por Wilson para dirigir o sistema de segurança pública.

Nesta semana, Franklimberg recebeu das mãos do secretário extraordinário Walter Cruz, escalado pelo governador Amazonino Mendes (PDT) para implantar o plano de segurança elaborado pela consultoria Giuliani Security & Safety, o relatório de três meses de atuação do programa GuardiAM 24 Horas.

Wilson, e o próprio Franklimberg, não declararam até hoje se vão dar sequência à contratação da empresa do ex-prefeito norte-americano Rudolf Giuliani.

 

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Foto: Reeprodução/Facebook CPA Norte