De acordo com o site The Interecpt Brasil, o procurador da República e coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, usou movimentos sociais para pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF) na escolha do novo relator, após a morte do ministro Teori Zavascki.

Segundo publicou o Intercept, os movimentos Vem Pra Rua e o instituto Mude foram usados como “laranjas” para pressionar politicamente o STF. E além disso, induzir na escolha do novo Procurador Geral da República (PGR) que seria feita pelo então presidente Michel Temer (MDB). O mandato de Rodrigo Janot à frente da PGR chegava ao fim.

A reportagem deste domingo, dia 11, destaca que após a morte de Teori Zavascki em um acidente aéreo, em 2017, Dallagnol disse, em conversa com o líder do Mude, Fabio Alex Oliveira, que nenhum dos possíveis sucessores, os demais ministros da Segunda Turma do STF, seriam bons para a relatoria da Lava Jato.

A orientação era para que os grupos compartilhassem em redes sociais o artigo do jurista Luis Flávio Gomes (PSB) atacando membros da Segunda Turma.

Outro ponto levantado na atuação de Dellagnol se refere a entrega da lista tríplice ao presidente Michel Temer, resultado de votação interna que sugere os nomes indicados ao cargo de Procurador Geral. Ele procurou o primeiro colocado, Nicolao Dino, e o-informou que orientaria os movimentos em campanha a favor dele. A procuradora Rachel Dodge foi escolhida.

Leia reportagem do Intercept Brasil.

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Foto: Divulgação/MPF