A direção da Central de Medicamentos do Amazonas (Cema) informou neste domingo, dia 10, que o abastecimento da metade das necessidades das unidades de saúde do Governo do Estado será normalizado em até 15 dias. Hoje o estoque só cobre 12% da demanda.

O coordenador da Cema, Antônio Paiva, foi quem disse que o carregamento com os insumos está a caminho, comprado pelo governo.

“Hoje já empenhamos 99% dos produtos que estão em ata e as compras estão chegando num período de 20 dias, a partir de primeiro de fevereiro, que foi a data que pudemos empenhar”, disse.

Segundo ele, a equipe de transição do ex-governador Amazonino Mendes (PDT) teria informado em relatórios apresentados a Wilson Lima (PSC) que o abastecimento era de 42%, mas não chegava a 25%.

“Se contabilizarmos o abastecimento para três meses, que é o mínimo que deveríamos ter recebido do governo anterior, nosso abastecimento está em torno de 12%”, afirmou.

Além disso, a Cema foi entregue em estado de “completo abandono”, com remédios com prazo de validade vencido e sem itens básicos para uso nas unidades de saúde, como o soro fisiológico.

 

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Paiva disse que para garantir o funcionamento das unidades foi preciso pôr em prática um plano emergencial em acordo com fornecedores para antecipação imediata dos medicamentos e outros insumos em falta.

Uma dívida acumulada de R$ 32 milhões com os fornecedores chegou a emperrar a negociação, que durou 20 dias.

Garante o coordenador que agora a Cema vai ter uma economia de R$ 3 milhões por mês ao não comprar mais produtos que não são utilizados, principalmente remédios.

 

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Foto: Divulgação/Secom