Durante discussões em audiência pública na Comissão de Meio Ambiente do Senado, nesta quinta, dia 11, para debater a gestão do Fundo Amazônia, o senador Plínio Valério (PSDB-AM) afirmou que o dinheiro não chega ao homem amazônida.

“A realidade do ribeirinho é totalmente diferente, é de dar dó. E eu aqui em Brasília sou obrigado a ouvir todos os dias que a Amazônia está sendo devastada, que a Coca-Cola está ajudando, que o príncipe está ajudando, que o Forbes está ajudando. E esse dinheiro não chega na ponta”.

Plínio que não é defensor do desmatamento, mas sim do direito de o caboclo subsistir.

 

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Agro é meio ambiente?

A senadora Soraya Thronicke (PSL-MS) defendeu a convivência do agronegócio e meio ambiente em nome “do desenvolvimento sustentável porque os estados da região Norte precisam prosperar”.

“Eu presido a Comissão de Agricultura e Reforma Agrária e digo que precisamos parar com esse dualismo. Agro é meio ambiente e meio ambiente é agro. E precisamos produzir de forma sustentável”.

 

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Perder fundo é incompetência

Representando o governo federal e o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, o secretário-executivo do ministério Francisco Gaetani afirmou que o Brasil vai passar um “atestado de incompetência imenso” se perder os recursos dos países doadores do Fundo Amazônia.

Gaetani disse que esses doadores têm outras opções para aplicar seus recursos, “e o Brasil não pode se dar ao luxo de perdê-los”.

“Nenhum país emergente renuncia a suas possibilidades de crescimento e nenhum país rasga dinheiro por questões ideológicas. Temos que separar o jogo político do mundo real. O fundo é uma oportunidade extraordinária. Alemanha e Noruega têm tido paciência e respeito”, afirmou.

Fonte: Agência Senado

 

Foto: Pedro França/Agência Senado