Na história dos seus dez mandatos, três de estadual e sete de federal, o deputado Átila Lins, hoje no PP, correu o risco de não se reeleger no último pleito, em 2014. Só conseguiu renovar o mandato, na última vaga de sua coligação, porque Arthur Bisneto (PSDB) virou um fenômeno e as sobras de seu voto puxaram Átila.

Quatro anos depois, quem enfrenta perrengue político é seu irmão mais velho, Belarmino Lins, também do PP, de sete mandatos de deputado estadual.

Belão sentiu que pode não chegar a seu oitavo mandato à Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM) e está rebelado, em uma atitude que surpreendeu quem lhe conhece. Ameaçou até apoiar Vanessa Grazziotin (PCdoB), que foi rejeitada até em seu campo ideológico.

 

Chapa da morte

O problema é que o PP de Belão quer coligação proporcional a deputado estadual com o PR, de Alfredo Nascimento, que recebeu apoio dos progressistas ao Senado, mas os republicanos não aceitam a coligação.

A conta não fecha porque, juntos, PR e PP, na mesma coligação, reuniriam quatro deputados com mandato e dois deles correriam sério risco de ficar de fora.

 

No mesmo barco

Nesse caso, estão no mesmo barco: Belarmino; o líder do governo, Dermilson Chagas (PP); o líder da oposição, Sabá Reis (PR); e o deputado Cabo Maciel (PR).

 

Conta a conta

Os quatro parlamentares já fizeram as contas. Juntos, perdem. Separados, também. E mais: nessa coligação, há outro nome que ameaça todos eles: Mayara Pinheiro (PP), a vice-prefeita do Adail Filho (PPS) em Coari, que tem demonstrado força e habilidade política maior que a do pai, Adail Pinheiro.

 

Isolamento sociocristão

O candidato a governador pelo PSC, Wilson Lima, experimentou no fim de semana que passou um pouco do que enfrentará para se manter entre os primeiros na corrida eleitoral.

Com fatos criados pelas campanhas de David Almeida (PSB), Omar Aziz (PSD) e Amazonino Mendes (PDT), ele ficou isolado do noticiário e das redes sociais.

 

Radicalismo

O radicalismo dos eleitores do candidato a governador David Almeida (PSB) nas redes sociais preocupa aliados e o marketing de sua campanha. Eles avaliam que a postura, que pode ser reflexo dos discursos do candidato, podem criar problema para ele em um eventual segundo turno. Sabem que David precisará agregar.

 

Já perdeu

David, por exemplo, já perdeu o PCdoB. Com veto do PSB-AM à candidatura ao Senado da comunista Vanessa Grazziotin, o líder e marido dela, Eron Bezerra, já disse que nem que o segundo turno fosse entre David e Satanás o PCdoB apoiaria o candidato a governador socialista.

 

Foto: BNC Amazonas