O ministro Edson Fachin, relator da operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta terça-feira, dia 6, que caberá à Segunda Turma da corte analisar pedido de habeas corpus do ex-presidente da República Lula da Silva (PT) por sua liberdade.

A defesa de Lula entrou com esse novo habeas corpus depois que o juiz federal Sérgio Moro aceitou convite para ser ministro da “superpasta” da Justiça no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).

Lula quer que seja reconhecida a “perda da imparcialidade” do juiz federal Sérgio Moro, anulando-se todos os atos do magistrado de primeira instância no caso do tríplex do Guarujá, pelo qual foi condenado a 9 anos de prisão, sentença agravada para 12 anos pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em segundo grau.

A defesa de Lula quer ainda que sejam anuladas outras ações penais que miram o petista.

 

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Turma mais rigorosa

A atual composição da Segunda Turma do STF, que ganhou a presença da ex-presidente Cármen Lúcia e perdeu o atual presidente Dias Toffoli, é considerada por advogados e integrantes da corte mais rigorosa que a anterior.

Além de Fachin e Cármen Lúcia, integram a turma os ministros Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Celso de Mello.

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Foto: SCO/STF