Na nota que intitulou de “O lixão emedebista”, o site O Antagonista sugere que a pretensão do MDB de continuar no comando do Senado com Renan Calheiros (AL), que levaria o paraense Eduardo Braga, do Amazonas, a reboque para líder do partido, sofreria forte abalo se o relator da operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF) retirasse o sigilo de informações prestadas pelo alvo da operação Quinto Ano, que está nas ruas nesta quinta, dia 31.

Esse alvo é Wilson Quintella Filho, citado na delação do ex-senador do MDB e ex-diretor da Transpetro/Petrobrás Sérgio Machado, o mesmo que também envolveu Renan e Eduardo Braga como recebedores de propina.

Quintella entregou ao ministro Edson Fachin documentos que enriquecem as denúncias contra senadores do MDB que receberam propina em 2014. Entre estes, Renan e Braga. É a tal partilha de R$ 46 milhões.

“Edson Fachin poderia ter mais amor à República e retirar o sigilo desse material antes da eleição para a presidência do Senado [é amanhã, dia 1º]”.

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A operação Quinto Ano

A Polícia Federal deflagrou hoje, dia 31, a operação Quinto Ano, a 59ª fase da Lava Jato. São cumpridos 15 mandados de busca e apreensão e três de prisão temporária por 60 policiais federais, com o apoio de 16 auditores fiscais da Receita Federal, em São Paulo e Araçatuba (SP).

Há suspeitas de que o esquema criminoso foi possível devido a acordo entre os investigados, que responderão pela prática dos crimes de corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Os presos e o material apreendido serão levados para a Superintendência da Policia Federal em Curitiba, no Paraná.

 

Buscas e detenções

Os mandados foram expedidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba, com base nos termos da colaboração premiada homologada pelo STF. Os contratos suspeitos somam mais de R$ 682 milhões.

As investigações colheram indícios que apontam que empresas pagaram vantagens indevidas, de forma sistemática, a executivos da Transpetro/Petrobrás.

O esquema envolvia o pagamento de um percentual de propina, que alcançou o montante de até 3% do valor de 36 contratos formalizados com a estatal entre 2008 e 2014.

 

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Valores da propina

No período de 2008 a 2014, foram repassados milhões de reais a agentes políticos, segundo as investigações. Desse total, o colaborador teria recebido R$ 2 milhões por ano, a título de vantagem indevida, além de R$ 70 milhões no exterior.

Há indícios de que um escritório de advocacia foi utilizado para a movimentação de valores ilícitos e geração de dinheiro em espécie em favor das empresas do grupo investigado.

O sistema utilizado para a ocultação e dissimulação da vantagem indevida ocorreu mediante a utilização de contas de passagem e estruturação de transações financeiras (fracionamento).

O objetivo era evitar comunicação de operações suspeitas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Fonte: Agência Brasil

 

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Foto: José Cruz/Agência Brasil