O candidato do PSL a presidente da República, Jair Bolsonaro, disse que não há razão para discutir plano de governo com o adversário Fernando Haddad (PT) porque ele é “fantoche”. “Toda decisão que ele tem que tomar tem que ir para Curitiba conversar com o presidiário”.

Ele se referia nesta terça, dia 9, ao ex-presidente da República Lula da Silva (PT), preso em Curitiba cumprindo condenação de 12 anos e 1 mês na operação Lava Jato, por corrupção e lavagem de dinheiro.

Para reforçar sua opinião sobre o adversário ser um fantoche, Bolsonaro citou suposto vídeo em que Haddad aparece dizendo que Lula iria subir a rampa com ele.

“Será que queremos de volta todos aqueles que, no governo do PT, mergulharam o Brasil na mais profunda crise ética, moral e econômica? Como é que fica o Brasil perante o mundo elegendo o cara que pede bênção para presidiário, que tem uma infinidade de processos contra ele? Imagine os derrotados do PT ocupando ministérios. Quem vai ser o ministro da Defesa? O João Pedro Stédile? Quem vai ser o chefe da Casa Civil? José Dirceu? Será que nós queremos isso para o Brasil?”, disse.

 

Vaga sobrando para ministério

Bolsonaro afirmou também que recebeu “informes” de que o DEM desejaria fechar apoio a ele, mas que nada foi oficializado.

“Independentemente de lideranças, muitos parlamentares e representantes de setores da sociedade tem declarado apoio a mim”, disse. O candidato informou que ainda não fechou seus ministros, caso seja eleito.

“Tem muita vaga sobrando ainda”, disse.

Deputado do DEM, Rodrigo Maia fechou um acordo com os partidos do “centrão” para desistir de disputar a Presidência da República em troca da garantia de ser reeleito presidente da Câmara após as eleições 2018.

 

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Transição com Temer

Bolsonaro afirmou também que, se eleito, vai procurar a equipe do governo de Michel Temer que trata do assunto e fazer a sua proposta “já para o corrente ano.”

“Ainda não conversei com o Temer. Sendo eleito, buscarei com a nossa equipe a equipe dele para fazer a transição”, afirmou.

Matéria do Estadão, publicada no portal MSN. Leia mais.

 

Foto: Agência Brasil (arquivo)