Pela aprovação de um projeto de resolução do Senado, o 72/2010, em abril de 2012, a construtora Odebrecht pagou pelo menos R$ 8,5 milhões a cinco senadores. Quatro já foram identificados, e a Polícia Federal investiga esse quinto elemento, de codinome “Glutão”.

O “Glutão” recebeu R$ 3 milhões no dia 9 de maio de 2012, em Brasília, conforme delator da Odebrecht.

Esse projeto, cujo relator e autor da proposta substitutiva foi o senador Eduardo Braga (MDB-AM), limitou a concessão de benefícios fiscais pelos estados em portos a produtos importados. O ICMS ficou unificado em 4%.

Braga era naquele momento líder do governo de Dilma Rousseff (PT) no Senado.

No caso que ficou conhecido como “Guerra dos Portos”, uma das beneficiadas diretamente com o projeto do Senado foi a Braskem, empresa do grupo Odebrecht que opera na indústria química.

O detalhe que chamou a atenção em perícia inicial da Polícia Federal é que a propina começou a ser destinada aos senadores a partir de maio de 2012, mês seguinte à aprovação do projeto substitutivo de Braga.

 

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O quinto elemento

São apontados como os destinatários da propina os senadores Romero Jucá (MDB-RR), Renan Calheiros (MDB-RR) e os ex-senadores Delcídio do Amaral (sem partido-MS) e Gim Argello (sem partido-DF).

Para identificar esse quinto elemento, a Polícia Federal pediu ao ministro-relator da operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, mais 60 dias de prazo para investigações.

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Arte: Alex Fidélis/BNC Amazonas